Tu viverás

Tu viverás

TU VIVERÁS 
(A Pedro Gondim, nos 88 anos)



 

Tu viverás nas tábuas de granito

Incrustadas nos feitos gloriosos

Semeados ao longo do caminho.

Sobre ti cairão as verdes flores

Que enfeitaram tua alma criadora

Na majestosa força de teus sonhos.

 

Eu gostaria de erguer-te um monumento,

Que fosse duradouro como o bronze,

Soberbo como o vulto das pirâmides

E que sempre resistisse à chuva e ao vento,

À sucessão sem fim dos longos anos

E ao tempo, em sua fuga e seu lamento.

 

É maio, o vento corta em pleno inverno,

Brotam os campos, vestem-se de folhas

A água corre, rolando pelas pedras...

A alvorada pinta o chão de flores!

São mimos que te oferta a natureza

Na quase-noite de teus esplendores.

 

Vamos juntar nossa voz à voz dos ventos

Fazendo ecoar os seus mugidos

E cantar os seus cantos de beleza

Nas falas que ressoam em teus ouvidos:

São falas dos amigos dedicados,

Imitando o coral da natureza...

 

Na Paraíba, nunca morrerás,

Serás sempre nas ruas, nas campinas,

Um que, entre os primeiros, foi primeiro.

No Céu, com outro Pedro encontrarás,

E te dirá, num tom de companheiro,

“Dentro do coração do povo, viverás”

 

João Pessoa, em 1 maio de 2002.

João Bosco Fernandes - Procurador aposentado